Para que serve a Copa Sul-Americana?
Meus amigos, alguém poderia responder a uma questão que martela minha cabeça por um longo tempo: para que serve a Copa Sul-Americana? Sim, pois já tem torcedor das arquibancadas dizendo que é como dançar com a irmã, não tem graça nenhuma. Escrevo isso na tarde desta quarta-feira com a esperança de assistir a uma bela partida entre Botafogo e Corinthians, pelo menos torço para isso. Será um duelo interessante entre os corintianos cercados de crise por todos os lados e os botafoguenses lutando para voltar ao caminho das vitórias. Aliás, dois recados, primeiro para a torcida do Corinthians, pelo menos os dirigentes optaram pela limpeza total, lavagem de dinheiro nas negociações.Lamentável este enredo. E atenção Cuca, técnico do Botafogo, você tem tudo para ser um comandante top mas tem que se separar do fantasma da perseguição, nem tudo está contra você, repito, excelente profissional.
Voltamos a Copa Sul-Americana, penso que deveria ser dada uma vaga ao campeão em um duelo interessante contra o campeão da UEFA. Seria um prêmio de consolação para quem investiu, não chegou longe na Libertadores ou não conseguiu classificação e pode divulgar bem a marca mundo afora. Senão, que seja dada pelo menos uma vaga na Copa Libertadores. Vejam o caso do Figueirense e seu fator sul-americana. A paz e o trabalho bem feito de Mário Sérgio não resistiram após a eliminação diante do São Paulo, que agora vai colocar time misto na sequência do torneio. Isso é justo?
Por fim, talvez eu tenha uma explicação para a origem da Copa Sul-Americana: primeiro, a paixão dos torcedores da América do Sul pelo futebol, segundo, tive a oportunidade de viajar várias vezes para fora do país a trabalho. Se você ligar a televisão na segunda tem futebol ao vivo, assim como terça, quarta, quinta, sexta, sábado e domingo. Concluindo, a paixão é o sentimento mais sincero que vira brinquedo nas mãos dos dirigentes com ganância.
Escrito por Eduardo de Meneses às 13h54
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Identidade Nacional
O futebol brasileiro perdeu sua identidade. Esta é a pura, nua e crua verdade, meus amigos. O torcedor brasileiro não consegue ter uma referência, um ídolo em seu clube do coração. Antes- e digo isso com uma lembrança de 3 anos- lamentavamos a saída de um craque como Robinho, hoje, torcemos pela permanência do pseudo-craque, aquele centroavante que marcou 2, 3 gols, passou nos gols do Fantástico e já está com o DVD com seus principais lances debaixo do braço, lutando por uma transferência internacional. Amigos, existem culpados para este efeito. Primeiro, os clubes sem organização para ter as finanças em ordem e com o pires na mão, torcem por propostas para seus jogadores. Os empresários, sedentos por dólares e euros, lutam pelo diploma na parede de Agente Fifa, garantia de livre acesso aos principais mercados da Europa e conta recheada. E claro, o próprio jogador. Faça um exercício, chame o menino bom de bola com 16 anos, pergunte a ele: onde você prefere jogar, na seleção brasileira ou no Barcelona, Chelsea, Real Madrid, Milan? A resposta está na ponta da língua e tem como destino a Europa. O brilho no olhar continua no jogador tipo exportação mesmo quando se fala de Ucrânia, Rússia entre outros paises da região. E agora, os clubes ainda adotam os "velhinhos" como salvadores. Notem no caso de Vampeta no Corinthians, time com problemas dentro e fora de campo. Basta um passe certo para rojões nas arquibancadas. Depois, ainda vem o diretor do seu clube e pede para você comprar a camisa do time com numeração fixa. Senhor Cartola, só uma perguntinha: Você tem certeza que ela vai ter só um dono? Ou eu vou comprar a 10 do menino promessa e depois de uma negociação, a camisa pode parar nas mãos do perna-de-pau que sobrou no elenco? Ou você pensa que dinheiro nasce em árvore? Pode nascer nas categorias de base do seu time rendendo bons frutos mas na minha árvore não tem dólares nem Euros.
Escrito por Eduardo de Meneses às 16h58
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