Tocando uma bola com Falcão-Parte 2

Continuando....

Como e quando surgiu a marca da camisa 12? até no São Paulo você utilizou.

R: Isso aconteceu quando eu fui convocado pela primeira vez para a seleção de futsal. Cheguei lá, me deram a 12 e tive a sorte de substituir o Vander, grande jogador. Nós jogamos juntos na GM, em São Caetano do Sul. Um dia, ele me deu uma idéia: “guarde sempre um número, a 12 é legal, você vai virar um craque e todo mundo vai saber quem você é”. Então, uso desde 2000 e virou uma marca a 12 do Falcão

(vale lembrar que até Ricardo Oliveira usou a 12 no time do São Paulo na última temporada)

 

Desde então, você cresceu no futsal, tem uma carreira vencedora e foi eleito o melhor do mundo em 2004. Hoje joga na Malwee, de Jaraguá do Sul, Santa Catarina. Os clubes europeus não param de ligar, fazendo propostas para você que nunca sai. Você é dono da cidade?

R: Realmente me sinto em casa. Os investidores me adoram porque dou retorno em imagem para o clube tanto que eles não mediram esforços para eu voltar, deixando o São Paulo em 2005. Não posso reclamar. Tenho um bom contrato até 2007 e já converso para prolongar até 2010. Senti que o futsal ainda é um esporte carente de investimentos. Analisando o mercado tive uma idéia para unir o útil ao agradável. Estou lançando agora cadernos do Falcão, estojos, mochilas, enfim, material escolar. As crianças adoram.

 

Como assim? cadernos, estojos.... você ganha mais fora do que dentro de quadras?

R: Estratégia de marketing. Pense comigo, estou bem em quadra, tenho que continuar atuando em um excelente nível técnico, com isso, a marca Falcão 12 fica fortalecida. Com isso, cheguei a uma conclusão que quase ninguém no esporte utiliza isso, não se analisam como parte de um mercado. Ainda não acabou porque vem ai a “Van do Falcão”, será um automóvel com produtos da marca Falcão 12 que serão vendidos na porta do ginásio onde eu atuar. A aceitação é muito grande. Também estou de olho no mercado da internet e em escolinhas de futebol. Não tenho medo de arriscar afinal enquanto estou jogando fortaleço uma marca para conquistar frutos quando eu parar. Ninguém pode parar um dia e se arrepender do que não fez.

 

Por tudo isso, sucesso em quadra e fora dela, você sente que algumas pessoas se incomodam com isso? Sentem inveja?

R: Bom, depois de um tempo você começa a observar tudo isso. Me sinto um cara muito espiritualista que errou porque queria enfrentar tudo e todos no início mas que hoje evoluiu. Sei que no futsal atual tudo que é de bom ou ruim está focado no Falcão. Você faz um gol de bicicleta que está colada a uma expulsão. Me sinto provocado em quadra, a torcida rival pega no meu pé e eu sei que tem gente que gostaria de ser e estar como eu. É mídia para alguém que me provoca e consegue minha expulsão. Por exemplo, companheiros que estavam ao meu lado no ano passado, gente que eu levava para casa, hoje se une com o rival para me agredir. Outra coisa, na seleção brasileira, o ginásio lota pelo Falcão mas meus companheiros também ajudam muito no meu desempenho. Tem que saber administrar

 

Como é seu relacionamento com Manoel Tobias, um dos craques da história do futsal?

R: Pessoal nenhum. Ele passou por tudo que eu passei. Eu sou um cara de grupo, defendo todos que estão ao meu lado, não gosto de perder. Tivemos vários problemas. Jogamos juntos em 1999 no Atlético Mineiro. O craque consagrado tinha ao seu lado um garoto que habilidoso dividia a mídia. Ele se sentiu ameaçado porque a torcida do clube me adorava. Desde então, ele pegou raiva de mim. Me falaram que ele pedia para não me contratar em clubes onde ele estava. Tem até um caso no ano 2000, quando o Vasco da Gama fez um excelente time, o Eurico Miranda acertou com ele e me procurou. Acertei tudo mas um dia me ligaram cancelando o negócio. Achei estranho. Quando digo isso, não falo da boca para fora, já falei olhando para ele lá no Mundial da China quando perdemos. Colocaram uma carga de responsabilidade em mim e só eu tinha que decidir. Ele tem espaço na história do esporte, tem que entender que todo mundo pode brilhar

 

Ainda falando sobre seleção brasileira de futsal, como você projeta o futuro do esporte?

R: Hoje em dia, tudo está nivelado. Até posso dizer que ficamos para trás porque na Europa eles treinam juntos a todo momento, aqui não. Não se consegue convocar todos por falta de liberação dos clubes. Nós treinamos para Mundiais por pouco tempo, a Espanha não. Falta planejamento. Espero melhora no futuro

 

segue amanhã....confira

 



Escrito por Eduardo de Meneses às 16h41
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Tocando uma bola com Falcão!!!!

Quem olha Falcão passar por adversários com dribles que mostram excelente habilidade não sabe o caminho que este homem de 29 anos passou para chegar até ali. Hoje veste as camisas da Malwee, de Jaraguá do Sul, e da seleção brasileira mas no início teve que passar por outros obstáculos. Uma entrevista reveladora com Alessandro Rosa Vieira, o dono da camisa 12. Ele fala do apelido, das desilusões de uma profissão, de inveja, do futebol de campo, de marketing e por fim, pede: “Volta Falcão!”. Convite feito a uma viagem pela vida do melhor jogador de futsal do mundo em 2004

 

Como foi sua infância no Parque Edu Chaves?

R: Foi um lugar onde eu nasci e me criei. Adorava jogar bola naqueles campinhos de terra, cheguei até a vestir a camisa do Corinthians do Parque Edu Chaves. Minha vida era jogar bola na rua, empinar pipa, praticar esportes e fazer amigos. Infelizmente, hoje virou uma área violenta mas eu morei lá até os 16 anos. Depois fui para a Parada Inglesa e ganhei o mundo

 

Você conviveu com amigos que lidavam com drogas?

R: Poucos mas vi algumas situações. O que foi bom para mim é que eram pessoas distantes. Tive uma sorte por optar pelo esporte ao invés das drogas mas nem sempre isso acontece nas periferias de uma grande cidade

 

Começou no Corinthians da Parada Inglesa e já teve companheiros ilustres?

R: Joguei sim. Muito mais no futebol de salão. Enfrentei o Zé Elias, muito habilidoso, e tive ao meu lado o Edu (hoje no Valencia da Espanha) e o Cris (zagueiro do Lyon, da França) no infanto-juvenil em 1992

 

Você já era o Falcão que hoje a gente vê em quadra?

R: (risos) Naquela época eu era habilidoso, colocava a bola debaixo do braço e ninguém tirava. Fui artilheiro em todas as categorias de base sempre com 20, 30 gols de vantagem. Costumo dizer que naquela época eu era bom, craque, usava muito mais a habilidade, hoje em dia estou pior...(risos)

 

Porque o Alessandro virou Falcão?

R: Pelo meu pai que jogava na várzea em São Paulo e tinha um estilo semelhante ao Falcão, meia do Internacional, da seleção e da Roma da Itália. Ele até parecia com o Falcão. Infelizmente, teve que trabalhar muito para sustentar a família e não seguiu profissionalmente. Eu não desgrudava dele, adorava estar ao seu lado nas partidas e por isso, virei o Falcãozinho...

 

Amigos, segue amanhã...convite feito...Falcão fala sobre a experiência de ter trocado as quadras pelos campos, a busca por uma marca forte fora das quadras...será que ele voltaria ao futebol de campo??O que ele acha de Emerson Leão???

Espero vocês



Escrito por Eduardo de Meneses às 17h56
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Adeus ao gênio!!!

Meus amigos, depois de um longo período aqui estou para trocar idéias com vocês. Foi um tempo onde recebi muito carinho das pessoas, incentivos e tudo isso me deu mais vontade de expressar minha opinião neste espaço. Durante esse tempo, eu vi o São Paulo colocar a mão na taça(parabéns pelo planejamento e seriedade), o Palmeiras através de sua diretoria tentar explicar o inexplicável de uma campanha péssima( e ainda teve invasão verde), o Corinthians chamar a imprensa para quebrar a greve de silêncio e ao invés disso, mandar o recado: quietos a té segunda orde!(patético), o Santos de Luxembrugo desviar o foco de uma campanha que pensava no título mas tem que abraçar a vaga na Libertadores como grande feito; o São Caetano e a Portuguesa a beira do abismo; O Flamengo namorando com KIa(cuidado, leio muito Nelson Rodrigues, paixão que deu errado no vizinho pode atrapalhar você!); o Vasco da ditadura Eurico Miranda; o Botafogo de Cuca; o Fluminense que pede para visitar a série B; o Grêmio e o Internacional resgatando o brilho do futebol gaúcho. Amigos, também vi gatos,aliás, minha vizinha tem três, um chama Sandro Hiro, o outro Vandeco e a mais recente aquisição, o Cacá Berto, que chegou a despertar a cobiça da vizinhança.

Para finalizar esta volta, deixo aqui uma homenagem ao gênio. O mítico ex-jogador húngaro Ferenc Puskas morreu na madrugada desta sexta-feira aos 79 anos de idade, em conseqüência do mal de Alzheimer. Ele sofria da doença há seis anos, além de problemas respiratórios e cardiovasculares. Foi-se embora o major galopante que lutou contra o comunismo, que mesmo acima do peso marcava gols em profusão, um gênio antes de Pelé e um lider em campo. Se vocês acham que estou exagerando, deixo meu até logo com algumas frases:

Armando Nogueira: Puskas é da galeria dos imortais

Nilton Santos: "Puskas era ilimitado"

Di Stéfano: "Perdi um amigo e um craque"

Presidente do Real sente "vazio" sem Puskas

Evaristo de Macedo: "Puskas tinha um pouco do Romário"

Puskas participou de 85 partidas pela seleção húngara e recebeu da Uefa, em janeiro de 2006, a condecoração Campeões da Europa. Foi eleito em seu país o maior nome do esporte nacional. O maior estádio da Hungria leva seu nome há sete anos.  MAJOR GALOPANTE, ATÉ BREVE!



Escrito por Eduardo de Meneses às 13h45
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